História do ATL
O ATL “A Gaivota” foi criado em 1978, num período de grandes transformações políticas, mas também sociais, em Sines intensificadas pela construção do então chamado complexo industrial. No final dos anos 70 e início dos anos 80, as mulheres entram de forma massiva no mundo do trabalho e todos os dias chegavam a Sines famílias jovens, com filhos pequenos, para trabalhar no porto, nas indústrias e outros serviços. Visto este panorama, Sines teve necessidade de dar resposta para ocupação de tempos livres para as crianças depois da escola, quando os pais estavam a trabalhar.
O ATL “A Gaivota”, gerido pela Junta de Freguesia tem como objetivo oferecer atividades de tempos livres a crianças dos 6 aos 12 anos, atividades lúdicas, culturais e desportivas.
Nos anos de 2000 houve uma modernização gradual das instalações e reforço das parcerias com escolas do 1º ciclo.
O ATL é composto por três edifícios centrais, térreos, de onde se destaca o mais antigo, pela sua beleza arquitetónica e envolvente natural, o Palácio Pidwell. Este edifício é datado do século XIX-XX, retrato do conceito da “Casa Portuguesa”, baseado na tradição e no regionalismo. No antigo palácio viveu D. Isabelinha Pidwell, filha do Sr. Ernesto Pidwell, irmão mais velho da esposa do pintor e ilustrador Emmérico Nunes que mais tarde doou este edifício à Câmara Municipal de Sines que cedeu este a Junta de Freguesia de Sines para utilização do ATL.
O palácio perdura ainda hoje com a disposição original tal como o jardim envolvente proporcionando momentos de brincadeira e lazer para todas as crianças que frequentam o ATL. Para melhor satisfazer as necessidades das crianças, em 2024, instalou-se um campo de futebol em relva sintética, um investimento de 28 mil euros, no âmbito do plano de remodelação dos equipamentos desportivos e lúdicos da rede escolar.
As experiências, conhecimentos e atividades interiorizadas no ATL enquanto crianças, ainda hoje marcam e fazem parte da vida e da ação de muitos adultos e isso sempre foi o pretendido de forma a criar adultos responsáveis, ativos e conscientes logo desde a sua infância.
O futuro do ATL tem desafios, mas temos noção que temos de prosseguir com o trabalho para que esta “casa” continue a desenvolver um papel de referência na educação nas crianças.



